O jeitinho brasileiro de deixar tudo para última hora não é bem visto, atualmente, pela Fifa. Jerome Valcke, secretário geral da entidade máxima do futebol, afirma que o Brasil está atrasado na adequação de seus estádios, bem como nas obras de infraestrutura, este último fator de vital importância para boa acomodação de turistas.
Orlando Silva, ministro do Esporte, relatou no início desta semana que as dificuldades no cumprimento de prazos para a reforma e construção de estádios ao evento é uma dificuldade das cidades-sedes, tanto que há muito tempo um alerta em relação aos entraves já havia sido dado, segundo ele.Para Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), caso alguma das cidades que receberão os jogos esteja atrasada, tanto em seus estádios como na infraestrutura, a participação poderá ser repensada.
Que as obras para a construção dos estádios faria um grande rombo no orçamento do país, e principalmente das cidades-sede, todo mundo já sabia. Mas até agora não haviam falado muito em números. O comitê organizador liberou a informação sobre o orçamento oficial, que ficou estimado em R$6,3 bilhões e diz respeito a construção e reforma dos estádios localizados nas 12 cidades brasileiras que sediarão a Copa.
O Maracanã será o mais caro, com custo de R$ 1,4 bilhão para a reforma. Logo em seguida, está a construção da Arena de Brasília estimado em R$ 740 milhões, mas que provavelmente chegará a R$ 1 bilhão. O que menos dará prejuízo era a reforma do Beira-Rio, estádio do Internacional, com orçamento de R$ 60 milhões. Como comparação, a África do Sul com gastos em estádios teve os números girando em torno de R$ 2,65 bilhões apenas.


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